Bloqueios de Nervos

Muitos pacientes descobrem que têm um “Cisto Parameniscal” ao ler o laudo de uma ressonância magnética ou ao notar um pequeno inchaço duro na lateral do joelho. Diferente do Cisto de Baker (que fica atrás do joelho), o cisto parameniscal localiza-se na parte de fora ou de dentro da articulação, logo na linha onde os ossos se encontram. Ele é formado pelo acúmulo de líquido sinovial que “vaza” de dentro da articulação através de uma lesão no menisco, funcionando como uma válvula: o líquido sai, mas não consegue voltar, formando uma pequena bolsa sob pressão.
Na maioria das vezes, a presença desse cisto é um sinal direto de que existe uma ruptura no menisco, mesmo que o paciente não se lembre de um trauma específico. Se o cisto for pequeno, pode ser indolor. Porém, conforme ele cresce, pode comprimir estruturas vizinhas, causando uma dor pulsante localizada e bastante sensível ao toque. Em alguns casos, o paciente consegue sentir ou ver uma “bolinha” dura que aparece quando o joelho está esticado e diminui quando ele é dobrado.
O diagnóstico é confirmado pela ressonância magnética. O exame é essencial não apenas para visualizar o tamanho e a localização do cisto, mas principalmente para identificar a lesão meniscal que lhe deu origem. É muito comum encontrar rupturas horizontais ou complexas do menisco associadas a esses cistos. O raio-x ajuda a descartar problemas ósseos, mas não mostra o cisto.
O tratamento do cisto parameniscal é, na verdade, o tratamento da lesão do menisco. Tentar apenas drenar o cisto com uma agulha no consultório costuma ter pouco sucesso a longo prazo, pois a “fuga” de líquido continua aberta e ele volta a encher. O tratamento definitivo geralmente é cirúrgico, realizado por artroscopia. Durante o procedimento, o cirurgião trata a ruptura do menisco (suturando ou removendo a parte lesada) e descomprime o cisto por dentro da articulação, resolvendo o problema na raiz e evitando a recidiva.