
A dor no ombro é frequentemente causada pela tendinopatia do manguito rotador, uma condição que envolve a inflamação ou o desgaste dos tendões responsáveis por estabilizar e movimentar a articulação. O paciente costuma relatar uma dor contínua e incômoda, que se agrava ao elevar o braço acima da cabeça, ao realizar movimentos bruscos ou, de forma muito característica, durante a noite ao tentar dormir sobre o lado afetado, prejudicando severamente a qualidade do sono.
Os fatores desencadeantes incluem movimentos repetitivos no trabalho ou no esporte, envelhecimento natural das estruturas articulares, fraqueza muscular e alterações na postura. O diagnóstico é estabelecido através de um exame físico minucioso e da análise do histórico clínico, sendo a ultrassonografia e a ressonância magnética ferramentas fundamentais. Esses exames de imagem permitem visualizar com clareza a extensão do processo inflamatório ou a presença de rupturas nos tendões.
A abordagem inicial para o tratamento é predominantemente conservadora, com foco no controle da dor e na reabilitação biomecânica. O protocolo costuma envolver o repouso relativo das atividades que sobrecarregam o ombro, o uso temporário de medicamentos e um programa estruturado de fisioterapia. O grande objetivo da reabilitação é alongar as estruturas encurtadas e fortalecer a musculatura ao redor da escápula, restaurando o equilíbrio e a função da articulação.
Para os quadros em que a dor se torna crônica e refratária, a medicina da dor dispõe de tratamentos minimamente invasivos altamente resolutivos. Intervenções como as infiltrações guiadas por ultrassom garantem a entrega precisa da medicação anti-inflamatória diretamente no foco da dor, proporcionando um alívio rápido e seguro. Além disso, o uso da Terapia por Ondas de Choque tem se mostrado excelente para estimular a regeneração biológica do tecido lesionado, evitando, na maioria dos casos, a necessidade de procedimentos cirúrgicos complexos.
